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Não deixe que as alergias dominem a sua primavera!

A estação mais bonita e alegre do ano já chegou! No entanto, para algumas pessoas, a chegada da primavera também simboliza a chegada das alergias e do mal-estar.

 

Nariz a pingar, comichão, tosse seca, olhos vermelhos e lacrimejantes, espirros e até ataques de asma são alguns dos sintomas mais frequentes que surgem nesta altura e estão, muitas vezes, associados ao desconforto e à dificuldade em concentrar.

 

Neste artigo iremos explicar melhor o que são as alergias e deixar algumas dicas para poder aproveitar esta estação da melhor forma! 

O que causa as alergias de primavera?

Primeiro, é importante perceber o que são as alergias, para perceber o que as causa.

As alergias são respostas exageradas do sistema de defesa do nosso sistema imunitário que identifica determinadas substâncias habitualmente toleradas pela maioria das pessoas como sendo estranhas ao organismo e desenvolve uma estratégia para as eliminar. Esta resposta produz reações inflamatórias da pele e mucosas, que originam os sinais e sintomas típicos das alergias.

Os aeroalergénios, como o pólen, podem ser os provocadores das alergias características desta altura do ano. As condições atmosféricas mais favoráveis à polinização ocorrem durante os meses de primavera e início de verão para a maioria das plantas, sendo essa a altura em que as quantidades de pólen são superiores. 

Em Portugal, a presença de pólen existe ao longo de todo o ano, porém, a sua concentração aumenta nos meses de fevereiro a outubro, sendo os picos mais elevados nos meses de maio a julho.

As alergias também podem ser encorajadas pela baixa humidade e clima seco, condições típicas dos dias de verão, por causarem o ressecamento das mucosas respiratórias, que favorece a probabilidade de desenvolver uma inflamação. 

As oscilações meteorológicas, mais habituais nas estações de transição, como a primavera e o outono, podem intensificar os sintomas das alergias. O aumento da humidade também pode ser outro fenómeno contribuidor, devido às condições de proliferação de ácaros e fungos.

O que é o pólen?

Existem grãos de pólen de diferentes tamanhos e formas.

O pólen são grãos microscópicos produzidos pelas flores, para assegurar a sobrevivência da espécie. Alguns destes grãos são libertados para a atmosfera para encontrarem outra flor e para ocorrer a reprodução. Esta ação é denominada: polinização. 

Que tipo de pólen pode causar alergias?

Os principais indutores de sintomas de alergia são algumas espécies de árvores como a oliveira, o plátano, a bétula, algumas ervas como é o caso da parietária, da artemísia, do plantago e alguns arbustos. O pólen das gramíneas, também conhecidas como fenos, é, na maior parte das vezes, o grande responsável pelas alergias respiratórias.

Em Portugal, nos meses de outono e inverno observam-se também contagens de níveis de pólen provenientes de algumas espécies específicas como é o caso do cipreste.

O pólen de plantas com flores muito coloridas ou de grandes dimensões é, raramente, o causador das alergias sazonais, dado que o seu tamanho impossibilita a dispersão aérea. No entanto, alguns odores mais ativos de algumas destas plantas podem dar origem aos sintomas.

 O pólen responsável por provoca alergias é de tamanho microscópico, ou seja, invisível aos nossos olhos.

Sinais, sintomas e problemas associados a alergias sazonais

A reação ao pólen pode manifestar-se de diversas formas:

Rinite alérgica

A rinite alérgica é uma doença atópica que se caracteriza por uma inflamação da mucosa nasal, que resulta em sintomas como a congestão nasal, nariz a pingar, comichão, espirros, dores de cabeça, dores de garganta, entre outros.

A rinite alérgica faz parte das doenças alérgicas como a asma ou o eczema atópico, que em conjunto afetam cerca de 20% da população mundial, sendo a rinite alérgica a mais comum entre estas. Em Portugal, afeta uma em cada três pessoas.

Conjuntivite alérgica

Os sintomas alérgicos oculares, como comichão, vermelhidão, lacrimejar ou sensação de corpo estranho nos olhos, são igualmente comuns nesta altura do ano e também são causadas por alergénios aerotransportados.

A conjuntivite alérgica sazonal (conjuntivite da febre do feno) é maioritariamente provocada por esporos de fungos ou pólen. Mais de metade das pessoas com rinite alérgica têm, também, conjuntivite alérgica.

Asma

A asma é uma doença que se caracteriza por uma obstrução das vias respiratórias, principalmente os brônquios, que se manifesta através da tosse, pieira, falta de ar, cansaço ou sensação de peso no peito. 

Na asma alérgica o principal desencadeante da inflamação dos brônquios e dos sintomas de asma é a exposição a alergénios. Estes casos, também conhecidos como asma atópica são mais frequentes a partir dos 4 anos até à adolescência. No entanto, a asma pode surgir em qualquer idade.

Problemas dermatológicos

A exposição ou contacto direto com os alergénios também pode causar ou agravar os sintomas de dermatite atópica, como a comichão, a pele vermelha, a escamar e seca, podendo dar origem a casos de urticária. 

As alergias afetam todas as pessoas?

As alergias podem afetar pessoas de todas as idades, no entanto, há quem apresente maior probabilidade de as desenvolver. Os genes podem ter uma parte importante na probabilidade de desenvolver uma doença alérgica. Por exemplo, uma criança que tem dois pais com doença alérgica apresenta uma probabilidade superior a 50% de desenvolver a doença alérgica.

No entanto, para além da genética, outros fatores de risco relacionados com maus hábitos de vida como sedentarismo, alteração da dieta, obesidade, poluição ambiental, exposição a alergénios, consumo excessivo de medicamentos, nomeadamente de antibióticos, são alguns aspetos que têm vindo a aumentar a expressão das doenças alérgicas.

A Organização Mundial da Alergia refere um aumento da prevalência de doenças alérgicas em todo o mundo, situação especialmente problemática em crianças.

De acordo com a SPAIC, as doenças alérgicas afetam perto de um terço da população. Cerca de 25% dos portugueses tem rinite alérgica e cerca de 7% tem asma.

Prevenir e aliviar os sintomas das alergias

Evitar o pólen nem sempre é possível, dado que, para isso, seria necessário ficar fechado em casa por vários meses. No entanto, algumas medidas podem ajudar a proteger das alturas mais intensas:

 

  • Consulte o boletim polínico que divulga as previsões de quantidades de pólen em cada semana em Portugal, e evite zonas de maior concentração polínica;
  • Evite estar ao ar livre nas primeiras horas da manhã em que há maior quantidade de pólen, sobretudo em dias de muito vento e sol;
  • Evite abrir as janelas de casa no horário da manhã, a melhor altura para arejar a casa é à tarde;
  • Tome um duche e mude de roupa ao chegar a casa;
  • Prefira estender a roupa no interior de casa ou usar a máquina de secar;
  • Procure ir para o trabalho ou para a escola preferencialmente de carro, mantendo as janelas fechadas e use filtros antipólens para o ar condicionado;
  • Evite cortar relva;
  • Utilize óculos escuros para combater os sintomas oculares;
  • Tenha atenção aos desportos ao ar livre, campismo, caminhadas na natureza, quando são previsíveis maiores contagens de pólen;
  • Dê preferência a atividades e férias de praia se for uma época de polinização;
  • Se sentir necessidade, utilize tratamentos anti-histamínicos para diminuir os sintomas.

 

A primavera pode ser para todos, incluindo para o que têm alergias!

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