Com a chegada do outono, mudam os dias, as rotinas e também muitos dos alimentos que chegam à mesa.
Os dias tornam-se mais curtos, há menos exposição solar e regressamos, muitas vezes, a horários mais definidos. Esta mudança de estação pode ser uma boa oportunidade para olhar para a alimentação e garantir que continua variada, equilibrada e adequada às necessidades do organismo.
A Direção-Geral da Saúde recomenda privilegiar fruta, hortícolas, leguminosas, cereais integrais e frutos oleaginosos, dando preferência a alimentos frescos e, sempre que possível, da época.
Mas há alguns nutrientes que vale a pena conhecer melhor nesta altura do ano.
A vitamina C participa em diferentes funções do organismo, incluindo o normal funcionamento do sistema imunitário, a formação de colagénio e a absorção do ferro proveniente de alimentos de origem vegetal.
E não está presente apenas na laranja. Pode encontrá-la em alimentos como kiwi, morangos, pimento, brócolos, tomate, batata e outros frutos e hortícolas.
A vitamina D tem um papel importante na saúde óssea e muscular e participa também no funcionamento do sistema imunitário. Uma particularidade deste nutriente é que o organismo consegue produzi-lo através da exposição da pele à radiação ultravioleta da luz solar.
Com a chegada dos meses com menos horas de luz, é natural surgir a dúvida: será que preciso de reforçar a vitamina D?
Na alimentação, as fontes são mais limitadas. Entre os alimentos com maior teor encontram-se os peixes gordos, como salmão, atum e cavala, além de alguns alimentos fortificados.
Ter menos exposição solar não significa, no entanto, que todas as pessoas devam começar automaticamente a tomar um suplemento. A necessidade deve ser avaliada individualmente.
O ferro é um mineral essencial para a formação da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigénio no sangue.
Pode ser encontrado em alimentos de origem animal, como carne, peixe e aves, e também em alimentos de origem vegetal, como feijão, outras leguminosas, frutos oleaginosos e alguns hortícolas.
A vitamina C pode ajudar a melhorar a absorção do ferro de origem vegetal. Por exemplo, uma refeição com leguminosas acompanhada por hortícolas ou fruta ricos em vitamina C é uma combinação interessante.
Consulte também a informação da DGS sobre ferro e fontes alimentares.
O zinco participa em vários processos do organismo, incluindo o funcionamento do sistema imunitário, síntese de proteínas, divisão celular e cicatrização. Alimentação Saudável
Está presente tanto em alimentos de origem animal como vegetal. Carne, aves, feijão, frutos oleaginosos e cereais integrais são algumas das fontes que pode incluir numa alimentação diversificada. Alimentação Saudável
Pode conhecer melhor as funções e fontes de zinco na alimentação.
Com a mudança de estação, não é necessário alterar completamente a alimentação nem procurar soluções “milagrosas”. O mais importante continua a ser manter uma alimentação variada e equilibrada, com fruta e hortícolas, leguminosas, pescado, carne ou outras fontes de proteína, cereais integrais e frutos oleaginosos.
Aproveitar alimentos da época pode ser uma forma simples de variar o prato e garantir diferentes nutrientes ao longo da semana. Se quiser conhecer melhor a composição nutricional dos alimentos, pode consultar a Tabela da Composição de Alimentos.
E os suplementos? Devem ser vistos como um complemento, não como um substituto de uma alimentação equilibrada. As necessidades variam de pessoa para pessoa, consoante a idade, alimentação, estilo de vida, estado de saúde e medicação.
Se tiver dúvidas sobre vitamina D, ferro, zinco, vitamina C ou suplementação, fale com a equipa da Farmácia Almeida. Podemos ajudá-lo a perceber quais os cuidados mais adequados à sua rotina.