Quando chega a altura de comprar o medicamento que lhe prescreveram, é frequente que se questione se prefere o medicamento genérico ou o de marca.
Em 2022 em Portugal foram compradas cerca de 165 milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias.
A confiança dos utentes e dos profissionais de saúde potencializou o crescimento do mercado de medicamentos genéricos, que hoje representa quase 50% das vendas de medicamentos no nosso país, embora ainda abaixo da média europeia, que corresponde a 70%.
De acordo com o Infarmed, um medicamento genérico é a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e com a mesma indicação terapêutica e eficácia que o medicamento de marca que lhe serviu de referência. Ou seja, um medicamento genérico é igual a um medicamento de marca.
Os medicamentos genéricos só podem ser disponibilizados após ter expirado o período de exclusividade dos medicamentos originais e são sujeitos ao mesmo controlo de qualidade e segurança dos medicamentos de marca. O Infarmed é um dos laboratórios europeus de referência para monitorizar a qualidade dos medicamentos e o quarto com a maior atividade na análise de genéricos.
Como os medicamentos genéricos são desenvolvidos a partir de medicamentos que já passaram por todos os processos de ensaio clínicos e testagem, o seu preço de comercialização é inferior, no entanto, possuem a mesma qualidade, eficácia e segurança do medicamento de marca.
Como referimos anteriormente, uma das principais diferenças é o preço. Os medicamentos genéricos são mais baratos porque não envolvem os custos de investigação que estão associados aos estudos para um novo medicamento, permitindo ser comercializados a um valor mais baixo.
A preferência por medicamentos genéricos também permite ao Estado obter poupanças para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) para investir esse valor em tratamentos inovadores e dispendiosos
Os medicamentos de marca passam por um longo processo de investigação e de análises clínicas até poder ser comercializado. Quando o mesmo é colocado no mercado, a marca que o desenvolveu possui um período de exclusividade, ou uma patente, que não permite que a sua receita seja copiada ou recriada.
Os medicamentos genéricos só podem ser disponibilizados depois de expirado o período de exclusividade dos medicamentos originais. Este período de exclusividade é atribuído pela lei à empresa que descobriu o medicamento original.
Durante esse tempo nenhum outro laboratório pode utilizar a investigação desenvolvida na fórmula de criação deste medicamento. Porquê esta duração? Para garantir que o laboratório que desenvolveu
a parte científica e de investigação tenha retorno do lucro investido.
Passado este tempo estipulado, outros laboratórios podem começar a produzir o medicamento com
a mesma receita e, dado que o medicamento original já passou por vários períodos de investigação até ser considerado seguro para utilização, os medicamentos genéricos não necessitam de passar pelo mesmo processo porque apenas utilizam a fórmula. No entanto, esta condição não invalida as inspeções periódicas que asseguram que as exigências de fabrico estão a ser cumpridas.
Os medicamentos genéricos possuem a sigla – MG – inserida no exterior da embalagem que simboliza “Medicamento genérico”.
Para saber que se trata de um medicamento genérico, é só observar a embalagem onde deverá ser inserida a sigla MG.
Os medicamentos genéricos podem apresentar um formato e cor diferentes, mas possuem o mesmo efeito que um medicamento de marca.
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